Atualidades para o ENEM: O Colapso da Venezuela

QGnianos, é muito importante ficarmos ligados no que tem acontecido no mundo para o ENEM. Os acontecimentos da América do Sul costumam aparecer com frequência na prova de Ciências Humanas. Pensando nisso, o assunto de hoje é sobre a situação atual de um país que tem dado o que falar: a Venezuela.
Nicolás Maduro[/caption]
Maduro consolidou seu poder trazendo o país próximo a um regime autoritário. A ambição do presidente ficou clara em dezembro de 2015. Dois anos após ser eleito, uma coalizão entre dos partidos de oposição, chamado MDU, possuía dois terços da Assembleia Nacional, ameaçando o poder do presidente. Em resposta, Maduro forçou o Supremo Tribunal Federal a ser composto por políticos aliados a ele. Em março de 2016, o Supremo Tribunal tirou o poder da Assembleia Nacional, gerando inúmeros protestos. Ao perceber o que havia cometido, Nicolás tentou desfazer, mas o estrago já tinha acontecido.
Em julho de 2017, Maduro convocou eleições para compor um novo órgão chamado Assembleia Nacional Constituinte, que teria o poder de reescrever a Constituição do país e substituir a Assembleia Nacional. Assim, o presidente não teria opositores no poder. A questão é que na eleição, a população não poderia escolher se aprovava o órgão ou não, apenas podia votar em quem faria parte deste.
eleição da Assembleia Nacional Constituinte. Primeiramente, o país votou a favor da Assembleia e, em seguida, foram eleitos os políticos que fariam parte desta. Diferentemente de Maduro, Chávez era um presidente carismático e adorado pelo povo. Nos anos 90, ele alegava que a corrupção do governo e a elite venezuelana eram os culpados pela situação econômica e a desigualdade no país. Sua voz se espalhou com força entre a população mais pobre, ajudando Chávez a chegar ao poder.
O momento chave da presidência de Chávez foi em 2004, quando o preço do petróleo aumentou. Como a economia do país é pautada nisso, a Venezuela começou a crescer. Chávez gastou bilhões do que foi lucrado com programas sociais para população de baixa renda. Ele subsidiou os alimentos, melhorou a educação e o sistema de saúde pública, reduzindo a pobreza em até 50%. Esses programas ajudaram de fato os mais pobres, mas também serviram aos propósitos de Chávez. Para ser reeleito, ele precisava manter essa população feliz, então, ele focou a economia só nisso. Ele não balanceou a dependência do país por petróleo com outras fontes. E seus gastos acabaram gerando um déficit. Se o preço do petróleo caísse, seria impossível sustentar esses programas implementados. Após a morte de Chávez, Maduro chegou ao poder junto com a queda do preço do petróleo.
Venezuelanos fazem fila para comprar pão em dia de corte de energia ( Foto AP/Fernando Llano)[/caption]
Nicolás explorou o sistema monetário complexo iniciado por Chávez, fazendo com que 10 Bolívares Venezuelanos valessem 1 Dólar Americano. Mas um detalhe: apenas seus amigos e aliados tem acesso à essa taxa de conversão. Na verdade, o valor do Bolívar Venezuelano é bem mais baixo. A maior parte da população consegue dólares de forma clandestina, onde a taxa de conversão do Bolívar Venezuelano é de 12.163 por 1 Dólar Americano. Os militares, que estão no controle do fornecimento alimentos para o país desde 2016, estão lucrando com essa situação. Eles importam os alimentos com a taxa de conversão “especial” de Maduro e vendem clandestinamente com essa taxa muito mais alta. Logo, para militares e aliados do presidente, a crise apresentou opções lucrativas, apoiando o mandato de Nicolás. Porém, esse apoio não é suficiente para mantê-lo no poder.
O Cenário
A Venezuela, que já foi o país mais rico da América Latina, possui uma das maiores reservas de petróleo do mundo e seu governo democrático já foi o alvo de elogios. Porém, atualmente, a economia e o regime democrático do país trazem mais preocupações do que elogios. A Venezuela possui a maior taxa de inflação do mundo, fazendo com que alimentos e medicamentos sejam inacessíveis para a população. Além disso, nos últimos 4 anos, seu PIB caiu em 35% e seu nome está na lista dos países com as cidades mais perigosas do mundo. Essa situação gerou inúmeras manifestações contra o presidente, Nicolás Maduro, que foi eleito em 2013 e trouxe consigo essa crise. 80% da população deseja a saída do presidente, mas não é isso que está acontecendo. [caption id="attachment_10178" align="alignright" width="300"]
Nicolás Maduro[/caption]
Maduro consolidou seu poder trazendo o país próximo a um regime autoritário. A ambição do presidente ficou clara em dezembro de 2015. Dois anos após ser eleito, uma coalizão entre dos partidos de oposição, chamado MDU, possuía dois terços da Assembleia Nacional, ameaçando o poder do presidente. Em resposta, Maduro forçou o Supremo Tribunal Federal a ser composto por políticos aliados a ele. Em março de 2016, o Supremo Tribunal tirou o poder da Assembleia Nacional, gerando inúmeros protestos. Ao perceber o que havia cometido, Nicolás tentou desfazer, mas o estrago já tinha acontecido.
Em julho de 2017, Maduro convocou eleições para compor um novo órgão chamado Assembleia Nacional Constituinte, que teria o poder de reescrever a Constituição do país e substituir a Assembleia Nacional. Assim, o presidente não teria opositores no poder. A questão é que na eleição, a população não poderia escolher se aprovava o órgão ou não, apenas podia votar em quem faria parte deste.
Hugo Chávez
Quando olhamos para trás, vemos Hugo Chávez, o presidente anterior, que também propôs reescrever a Constituição em 1999. Tudo começou com um referendo que propunha a
eleição da Assembleia Nacional Constituinte. Primeiramente, o país votou a favor da Assembleia e, em seguida, foram eleitos os políticos que fariam parte desta. Diferentemente de Maduro, Chávez era um presidente carismático e adorado pelo povo. Nos anos 90, ele alegava que a corrupção do governo e a elite venezuelana eram os culpados pela situação econômica e a desigualdade no país. Sua voz se espalhou com força entre a população mais pobre, ajudando Chávez a chegar ao poder.
O momento chave da presidência de Chávez foi em 2004, quando o preço do petróleo aumentou. Como a economia do país é pautada nisso, a Venezuela começou a crescer. Chávez gastou bilhões do que foi lucrado com programas sociais para população de baixa renda. Ele subsidiou os alimentos, melhorou a educação e o sistema de saúde pública, reduzindo a pobreza em até 50%. Esses programas ajudaram de fato os mais pobres, mas também serviram aos propósitos de Chávez. Para ser reeleito, ele precisava manter essa população feliz, então, ele focou a economia só nisso. Ele não balanceou a dependência do país por petróleo com outras fontes. E seus gastos acabaram gerando um déficit. Se o preço do petróleo caísse, seria impossível sustentar esses programas implementados. Após a morte de Chávez, Maduro chegou ao poder junto com a queda do preço do petróleo.
A Venezuela Atualmente
A hiperinflação fez medicamentos e alimentos, uma vez subsidiados, inacessíveis para a população mais pobre, que agora representa 82% da população. Como Chávez, Maduro sacrificou a economia para aumentar seu poder, mas dessa vez os mais pobres não estão sendo beneficiados. [caption id="attachment_10180" align="aligncenter" width="620"]
Venezuelanos fazem fila para comprar pão em dia de corte de energia ( Foto AP/Fernando Llano)[/caption]
Nicolás explorou o sistema monetário complexo iniciado por Chávez, fazendo com que 10 Bolívares Venezuelanos valessem 1 Dólar Americano. Mas um detalhe: apenas seus amigos e aliados tem acesso à essa taxa de conversão. Na verdade, o valor do Bolívar Venezuelano é bem mais baixo. A maior parte da população consegue dólares de forma clandestina, onde a taxa de conversão do Bolívar Venezuelano é de 12.163 por 1 Dólar Americano. Os militares, que estão no controle do fornecimento alimentos para o país desde 2016, estão lucrando com essa situação. Eles importam os alimentos com a taxa de conversão “especial” de Maduro e vendem clandestinamente com essa taxa muito mais alta. Logo, para militares e aliados do presidente, a crise apresentou opções lucrativas, apoiando o mandato de Nicolás. Porém, esse apoio não é suficiente para mantê-lo no poder.