Orientação profissional e geração Z: o que os mais jovens buscam nas carreiras?

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O mercado de trabalho é dinâmico e suas mudanças acompanham o ritmo das gerações. Os profissionais de hoje, principalmente os da geração Z (nascidos entre 1997 e 2012), já têm trazido consigo novas formas de pensar o trabalho, algo sugerido pela própria orientação vocacional que possuem e procuram.

Uma dessas tendências é a de direcionar suas atuações profissionais para algo que traga mais do que boa remuneração, mas também senso de realização de um propósito e alinhamento com valores. A busca por pertencimento e a possibilidade de fazer a diferença na sociedade são alguns dos motores por trás desses sentimentos.

Trabalho com propósito

Isso se aplica nas mais diferentes áreas, muito embora o setor de tecnologia se destaque, justamente por ser um dos prediletos da Gen Z. Estudo do Instituto da Oportunidade Social, o IOS, feito com quase mil jovens de diversos estados, aponta para essa tendência e levanta um ponto interessante.

A área de tecnologia tem deixado de ser uma exclusividade masculina, pois 55% dos alunos dos cursos oferecidos pelo instituto voltados à área são mulheres. Isso reflete a busca da geração Z por espaços mais diversos e com equiparidade. Outro desejo tem relação com a flexibilidade de local e de horário de trabalho.

Esse ponto está relacionado ao fato de a geração buscar maior equilíbrio entre a vida profissional e a vida pessoal. Os jovens entendem que não se trata de conveniência ou preguiça de trabalhar, mas, sim, uma busca por qualidade de vida e saúde mental, algo inclusive benéfico para os resultados profissionais que entregam.

Busca por valores pessoais e desafios

No mais, trabalhar em empresas que tenham responsabilidade social e que priorizem sustentabilidade e ética ainda é um fator inegociável. Segundo pesquisa da empresa de auditoria e consultoria Deloitte, 44% dos jovens não aceitariam vagas de empresas que não correspondem a seus princípios éticos.

Entretanto, as novas demandas dos jovens têm encontrado resistência no mercado de trabalho, muito por conta do choque geracional e da inflexibilidade de certos aspectos do mundo do trabalho. Isso tem resultado em insatisfações, estresse e pressão sobre muitos jovens

Como consequência, fenômenos como o job hopping passam a acontecer. De acordo com dados do Ministério do Trabalho, os trabalhadores de 18 a 24 anos permanecem, em média, apenas nove meses em uma vaga de emprego. E a média de tempo de permanência vem caindo: em janeiro de 2023, era de dois anos.

Ainda assim, os mais jovens persistem na busca por empregos que validem seus anseios e que, ao mesmo tempo, tragam realização financeira. Para tanto, muitos buscam nas suas próprias aptidões e facilidades aquelas carreiras que têm mais afinidade com seus ideais.

Um exemplo é o interesse cada vez maior pelo entendimento do funcionamento da mente humana. Sendo assim, muitos jovens buscam, por meio da faculdade de psicologia, promover um impacto importante para o aumento da saúde mental, colhendo tanto benefícios pessoais como também para a sociedade como um todo.

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