Nas últimas semanas de fevereiro de 2026, a Zona da Mata Mineira tem enfrentado chuvas intensas e persistentes que causaram enchentes e deslizamentos de terra, com impactos significativos nas cidades da região, especialmente Juiz de Fora e Ubá.
A situação já é considerada uma das mais graves na história recente da região, afetando vidas, infraestrutura e serviços essenciais. Neste conteúdo, entenda o panorama atual sobre a situação e saiba como conseguir ajuda para as vítimas.
O que está acontecendo na Zona da Mata?
Segundo os Corpos de Bombeiros de Minas Gerais e balanços oficiais mais recentes, até o terceiro dia de buscas:
- mais de 50 pessoas morreram em decorrência de deslizamentos e enchentes em Juiz de Fora e Ubá;
- há casos de pessoas desaparecidas, que ainda estão sendo procuradas pelas equipes de resgate;
- milhares de moradores estão desabrigados ou deslocados em função dos alagamentos e riscos de novos deslizamentos;
- escolas foram fechadas, vias foram interditadas e redes de serviços básicos foram comprometidas em diversas áreas.
As operações de busca entraram no terceiro dia consecutivo de mobilização, com equipes trabalhando em condições adversas devido à chuva contínua.
Ação dos órgãos oficiais e mobilização de recursos
O Ministério da Defesa mobilizou 423 militares das Forças Armadas para apoiar ações emergenciais nas áreas mais afetadas: desobstrução de vias, construção de acessos provisórios, apoio logístico e humanitário, e suporte ao abastecimento de água e infraestrutura básica.
As forças envolvidas incluem tropas do Exército Brasileiro, Marinha do Brasil e Força Aérea Brasileira, atuando em conjunto com a Defesa Civil Nacional e órgãos estaduais. As ações estão concentradas principalmente em Juiz de Fora, Ubá e Matias Barbosa, municípios em estado de calamidade pública.
Além da atuação militar, equipes federais de saúde e assistência social foram enviadas para reforçar o atendimento às vítimas, com a presença de profissionais habilitados para atuarem no suporte emergencial.
Cenário climático
Eventos como os que atingem Minas Gerais refletem um cenário climático mais amplo, em que períodos intensos de chuva podem se tornar ainda mais severos. O estudo desses eventos ajuda a construir uma compreensão crítica sobre:
- os fatores que tornam certas áreas mais vulneráveis;
- a importância do planejamento urbano e de políticas públicas eficientes;
- práticas de prevenção e respostas mais efetivas em situações de desastre.
Como ajudar?
Para acompanhar a evolução da situação com precisão e responsabilidade, além de conseguir ajuda para populações atingidas, é recomendado consultar fontes oficiais e atualizadas, como a cobertura da imprensa com base em dados de órgãos públicos.
Diante das fortes chuvas na Zona da Mata mineira, campanhas de solidariedade foram organizadas para ajudar as famílias desalojadas em Juiz de Fora e região. A Arquidiocese de Belo Horizonte lançou a ação “Juntos por Juiz de Fora”, arrecadando roupas, água, alimentos não perecíveis, produtos de higiene e materiais de limpeza em pontos de coleta na capital.
A Central Única das Favelas também iniciou campanha nacional de doações financeiras via PIX para compra de itens essenciais, enquanto a Cruz Vermelha Brasileira intensificou a arrecadação de alimentos e itens de higiene, além de disponibilizar chave PIX para apoio direto às famílias atingidas.
Outra necessidade urgente é a doação de sangue. A Fundação Hemominas informou que os estoques estão em nível crítico, especialmente para os tipos O e A. Podem doar pessoas entre 16 e 69 anos, com mais de 50 kg e em boas condições de saúde, mediante apresentação de documento com foto e CPF. A doação é essencial para garantir atendimentos de urgência e salvar vidas neste momento de emergência.
Foto do post: Divulgação/Tomaz Silva/Agência Brasil





