O Dia da Vitória, celebrado anualmente em 9 de maio na Rússia e em outras ex-repúblicas soviéticas, marca a rendição incondicional da Alemanha Nazista à União Soviética (URSS) em 1945, selando o fim da Segunda Guerra Mundial na Europa.
Embora a rendição tenha entrado em vigor em 8 de maio no horário da Europa Ocidental, já era 9 de maio em Moscou, estabelecendo a data distinta de comemoração em relação aos países ocidentais. Este evento é um dos mais simbólicos do calendário russo, relembrando o papel crucial da URSS na derrota do nazismo.
A Grande Guerra Patriótica e o legado histórico
Para a Rússia, o período da Segunda Guerra Mundial é conhecido como a “Grande Guerra Patriótica” (1941-1945), enfatizando a defesa do território soviético contra a invasão alemã. A vitória teve um custo humano imenso: estima-se que 27 milhões de cidadãos soviéticos, entre militares e civis, morreram durante o conflito – de longe, a maior perda entre todas as nações envolvidas.
A memória coletiva russa valoriza enormemente o sacrifício e a resiliência do povo, considerando a vitória não apenas um feito militar, mas uma prova de caráter nacional. A Frente Oriental foi um palco decisivo da guerra, onde ocorreram algumas das batalhas mais sangrentas e que foram fundamentais para o desgaste e a eventual derrota do exército alemão.
A ressignificação política sob Vladimir Putin
Embora celebrado durante a era soviética e marcado por um grande desfile nos 50 anos da vitória em 1995, foi a partir de 2008, sob o governo de Vladimir Putin, que o desfile militar na Praça Vermelha de Moscou se tornou um evento anual grandioso. A data transcendeu a comemoração histórica, transformando-se em um pilar de legitimação política para o Kremlin e uma demonstração de poderio militar.
O governo russo utiliza a memória da guerra para reforçar a imagem da Rússia como uma nação poderosa, herdeira de um passado heroico, e para justificar políticas contemporâneas. A narrativa oficial enfatiza a luta contra o nazismo, um tema que o Kremlin conecta a conflitos atuais, como a invasão da Ucrânia, apresentada internamente como uma missão de “desnazificação” e uma continuação da luta patriótica.
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